Feeds:
Posts
Comentários

Se você alguma vez na sua bela existência, ao ver uma cena embaraçosa (cena embaraçosa = alguém peidar na sala, escorregar e cair de bunda no meio do colégio,  sentar em um chiclete, Joel Santana dando entrevista em inglês, etc), não ficou somente com vontade de rir, mas, também,  com uma sentimento ruim dentro de você; uma vontade LOUCA de olhar pro lado pra não se sentir no lugar daquela pessoa; uma vontade de sair correndo daquele lugar pra não ver como a história irá terminar, >NÃO SE ASSUSTE< , querido leitor, você não é um E.T.  Essa sensação é muito comum e é conhecida como vergonha alheia ou V.A. para os íntimos :D

Vergonha alheia pode ser defenido como um sentimento forte e involuntário que assombra a mente das pessoas que possuem bom senso, geralmente, e na mente daquelas pessoas que, infelizmente como eu, têm a mania de se imaginar no lugar dos outros.  Ela pode aparecer por meio da televisão, computador, textos e na vida real, caros amigos.  Conclusão: cuidado ao respirar, a V.A. pode te atacar a qualquer expirada.

Como um adepto assíduo do movimento Vergonha Alheia, fiz um top 5 das coisas que mais nos fazem querer esconder a cabeça dentro do travesseiro e nunca mais sair de lá:

Em quinto lugar: Vídeos do Youtube

Os campeões nessa categoria são os que as pessoas falam nos vídeos Como fazer 1, 2, 3… 1000. Elas insistem em ser engraçadas e em querer aparecer, quando, na verdade, elas estão expondo o seu belo rosto a humilhação nacional e , talvez, internacional. Sério, como alguém tem coragem de fazer isso? É ter amor próprio demais, minha gente.

Em quarto lugar: Orkut de pobre Inclusão digital


Nóix ahazando na Abelwolks!

Nóix ahazando na Abelwolks!

Só pra esclarecer aqui: nada contra pobres, ok? Quando eu falo “orkut de pobre” me refiro ao estilo de orkut. Tem coisa pior que gente que tira foto de ladinho, colocando linguinha pra fora e fazendo algum sinal brega com a mão? E o pior, usando a melhor roupitcha do guarda roupa: aquela calça podre DIXCOLADA da Colci (sic) e aquela blusinha M-I-N-Ú-S-C-U-L-A da Zump (sic) lotaaaaaaaada de brilho (lantejoula, strass, glitter). Outra coisa muito presente nesses perfis são as fotos do lado do guarda-roupa, nos espelho de algum bar marrómenu e as fotos “pagando de gatinha”. É tenso, pessoas. TENSO.

Em terceiro lugar: Progama do Raul Gil

superstars!

Superstars!

Eu imagino a cara dessas meninas quando crescerem e descobrirem que as suas mães frias, desalmadas, sem coração, as fizeram ir no progama desse velho gordo tosco só pra arrancar um dinheirinho a mais pro churraskim da laji. Na boa, eu matava a minha mãe. Se tem uma coisa que eu não suporto é esse tipo de progama, e o Raul Gil é o number 1 na lista dos mas odiados. Eu tenho que mudar de canal pra minha vergonha alheia não explodir. As mini-Sheila-Carvalho, mini-Carla-Perez, mini-qualquer-coisa terão sérios problemas quando crescer (ou vão continuar bregas for all the life).

Eis o nosso vice-campeão. Em segundo lugar: Carros de love song

LOUCURAS DE AMOR.jpg

LOUCURAS DE AMOR

CONFESSA que quando você ouve aquela música ridícula romântica de fundo e um homem que acha que tem voz sensual dizendo frases do tipo “eu te amarei pro resto da minha vida”, “você é o meu tudo, sem você não sou nada” e “você é o sol que ilumina a minha vida” não dá uma vontade de ir lá e botar fogo naquela bagaça. O pior de tudo é o começo, quando eles falam o seu nome sensual e calmamente. NOSSINHORA DA PADARIA ME SALVA!

Dica para os meus amigos: se quiserem continuar sendo meus amigos, NUNCA me mandem uma coisa dessas. Eu saio andando e falo “nossa, mas esse andré é brega, hein?”. Sério mesmo.

AND THE OSCAR GOES TO:  Mãe dançando

filho, to gata, né?

Filho, tô gata, né?

Mãe, dança e público são três coisas que definitivamente não combinam. Quer dizer, combinam se a intenção for te matar de vergonha. Já viram Ursinho Pooh, né? Então, toda mãe se inspira no Tigrão pra dançar. Não tem o mínimo ritmo, a mínima cordenação motora e , muito menos, noção do que está fazendo. Elas estão ali na pista de dança é pra SIJOGAR (ainda mais se já tiverem tomado aquele alcohol amigo).  Se sua querida mom for dançar algo que não seja forró, bolero, valsa e essas coisas mais chatas, FUJA do local. Ver a sua mãe descendo até o chão – ou ao menos tentando – não é uma coisa muito agradável.

Dicas coisainutil: o alvo preferido das senhoras que nos pariram são em festas de família. Keep your eyes open.

E por aqui se encerra um post do coisainutil, mas lembre-se : pior que sentir vergonha própria, só sentir vergonha alheia.

Prazer, meu nome é Neo.

É óbvio que toda fase na vida tem um ápice e que, invariavelmente, tudo passa. Quase todos os clichês escondem uma verdade daquelas bem claras das quais a gente foge a vida inteira, na tentativa de afirmar pra si mesmo que é diferente dos outros quinhentos e cinqüenta e dois zilhões de habitantes do mundo.

O cinema nos fez acreditar que somos todos especiais. Independente do que façamos durante a vida, sempre vai haver um jeito interessante de contar a história de alguém, mesmo que esse alguém tenha sido um bosta.

Não sei se concordo com o que acabei de escrever ou se tenho vergonha de assumir que concordo porque levantar a bandeira do “oi, sou diferente, sou mais legal que você e por isso não faço questão de te conhecer” foi algo que eu sempre fiz, seja por achar mesmo que certas pessoas não acrescentariam nada na minha vida ou seja pra justificar o fato de saber que passo completamente despercebida pra muita gente por aí.

Daí que, juntando o que você acabou de ler e lembrando que, enquanto perdemos tempo com internet, uma boa parte da população está procriando, que a China tem numseiquantos bilhões de habitantes e que, por segundo, deve nascer uns trinta lá no Nordeste sem antena parabólica (ou uns dois filhos de Francisco aqui no nosso Cerrado gato), eu acho que você também chega a mesma conclusão que eu,  que é a de que VÉI, TEM GENTE DEMAIS NO MUNDO.

Então, eu te pergunto: cada ser, desses zilhões que vivem na Terra, é especial? Cada ser é único, diferente?

slumdog_millionaire_0071

a) Deus tem uma quantidade infinita de moldes

b) os livros de autoajuda são uma farsa

c) é isso que dá levar tudo ao pé da letra

d) tem alguma coisa muito errada nesse modo de pensar

Tá na moda fazer filme de gente loser e rola toda essa identificação porque a indiferença é um dos sentimentos mais dolorosos de se agüentar já que dói bem lá no meio do seu ego (hehe). Contar de maneira poeticamente exaltada uma história simples é um jeito que encontramos de dar luz à mediocridade nossa de cada dia. E, até aí tudo bem. O problema é que se todo mundo achar que é O Escolhido, não vai sobrar ninguém pra fazer figuração.

Sigam-me os bons

Nunca antes quis fazer um texto sobre o twitter porque, sinceramente, não acho que seja necessário ou que eu vá dizer algo de relevante. Aliás, todas as vezes em que pensei em falar sobre o twitter foi para tentar explicar o que ele é ou para “defendê-lo” (ou para explicar e defender, porque a resposta-padrão pós-explicação é “que tosco!” ou “pra que você tem isso?”). Mas como não vivo de coisas necessárias ou relevantes (não mesmo!), hoje resolvi dizer aqui no Coisa Inútil o que acho do twitter.

Recentemente, o “Trending Topics” foi incorporado ao twitter e, com isso, posso ver em tempo real (olha sóam!) quais são os tópicos mais “discutidos” no twitter. Tem muita coisa inútil, tem muita gente paranóica por causa da gripe suína e, às vezes, aparecem coisas interessantes. Bem de vez em quando.

Aliás, pausa na linha de raciocínio pra iniciar outra: essa é a alma do twitter! Diga o que quiser, foda-se se é interessante ou não, tem louco pra dar follow em qualquer pessoa. Não se sinta culpado se você nunca põe links de coisas super bacanas que só você no mundo viu, não fique triste se alguém não te segue de volta e, acima de tudo, não fique incomodado por ser tão egocêntrico (o twitter te mostra BEM isso, viu).

Pronto, voltamos à programação normal. Foi então que hoje, lendo o que twittaram na minha ausência (sim, eu leio tudo o que as pessoas que sigo dizem), vi a tag #whyitweet nas Trending Topics e, ao clicar, vi um monte de gente dizendo porque twitta. Conheço gente que parou de twittar quando pensou nisso, disse que viu quão idiota é ao reler o que twittava. Gente, sério? Tônemaí [/Luka], eu digo muita merda no twitter, eu digo muita merda no meu blog e eu digo muita merda na vida real. C’est la vie! Todo mundo diz muita merda, não tenho que ser nenhuma intelectual pra ter um twitter. Ok, assumo, já pensei em cometer twittcídio (twitter + suicídio) por motivos esdrúxulos, mas hoje sou uma pessoa esclarecida. Será que agora, sendo assim, posso ter twitter sem peso na consciência? ;)

Agora a segunda parte do post: O desabafo que não coube nos 140 caracteres a mim disponibilizados no twitter. Isso de não caber o que quero dizer acontece com freqüência e, como não gosto de dividir em mil partes, acabo desistindo. Mas não hoje, leitor imaginário, não hoje! Hoje me deu aloka e eu resolvi que queria escrever. Hoje, pelos twitters da vida, vi que o Noel Ursinho Gallagher disse no blog oficial do Oasis que não sabia o que queriam provar fazendo shows em lugares como Curitiba e Porto Alegre, se referindo à pequenez dos lugares em que fizeram shows nessas cidades. Mas como tudo o que os Gallagher dizem é belamente distorcido, a galherinha do twitter resolveu que o Ursinho estava falando mal das cidades e pronto, retwittaram all day long a frase infeliz dele. O que ninguém diz é que depois ele pediu desculpas e disse “I speak directly to you people of South America. You have been truly amazing. It’s been a privilege to play for you. The memories of this little tour will live with me for a long time. Mucho gracias and obrigado. Hasta luego.” também no blog oficial da banda. A minha teoria é: as pessoas adoram odiar Oasis. E isso é ok, desde que não goste do som da banda, mas não me venha dizer que não gosta da banda porque os Gallagher são grossos ou “metidos”. Não dá pra respeitar quem nunca ouviu a banda e vai na onda dos outros, né? Mas agora é sério…

Noel Ursinho Gallagher

...tem como odiar um ursinho desses?

PS: Sim, existe o verbo “twittar” (pelo menos pra quem twitta, existe). No twitter você não adiciona alguém, você “segue”. Ah, siga-me se for capaz ;)

obamis11

Derrubei todos os livros da estante atrás do computador de novo.

Quando chego em casa, eu sempre deixo a bolsa no sofá e o tênis do lado da porta e eu não sei por que os controles remotos me odeiam tanto. Força maior os impede de ficarem suspensos em minhas mãos por mais de cinqüenta segundos e, quando caem, as pilhas sempre vão para um mundo paralelo inacessível.

Nunca vou te abandonar, trema. Espero ser alguém importante, no futuro, pra poder dizer, bem alto: ” Trema, te amo, nenhuma reforma imbecil tirará você do meu coração!”. Ta aí algo pelo qual compensaria fazer uma revolução: o trema.  Mas as gráficas já estão superlotadas produzindo camisas do Che e do Obamis, então minha luta fica pra próxima…

Bon Jovi é meibrega, mas eu gosto. Dia desses, eu sonhei que Wolverine tinha perdido os poderes e acordei mal. Um que eu devia ter coisas mais interessantes pra sonhar e dois que o único poder importante do Wolverine é a regeneração (nem vem, super olfato não conta porque é extremamente sem graça), e seria muita injustiça tirar isso dele.

Comprei uma bolsa gigante pra poder carregar o livro que eu tô lendo no momento. Nunca se sabe quando vou ficar sem nada pra fazer, logo o livro é uma garantia de não precisar conviver, assim, não espontaneamente, com os próprios pensamentos.

Eu nunca sei direito o que estou perdendo, mas é que a gente sai sempre perdendo (e muito) porque tem que escolher um lado pra olhar. Bilhões de lados versus dois olhos e um cérebro; é injusto também. E quando se tem dois olhos sonsos e um cérebro com sérios problemas de assimilação? Ah, fih, aí o campo de visão é mais limitado ainda [Oi, meu caso].

Adoro filmes com finais em aberto, mas odeio essa expressão. E odeio esses filmes também, entende? Dá pra medir o valor de uma coisa pelo modo com que ela termina. Mas o problema das trilhas sonoras dos filmes é quando a música entra como narrador. A situação acontecendo lá e a música explicando… Bleh, sem graça.

Quando o filme acaba acabado, as personagens morrem com o final. Quando acaba acabando, elas continuam vivas até que a gente lhes dê um fim apropriado.

Quando eu fizer um filme, ele vai terminar com reticências.

Depois das reticências, existe um mundo bem bacana…

O Bom Selvagem

Não pretendia nem comentar no post do Ândre, já tinha lido e não soube o que dizer, foi como se tudo o que eu pudesse falar fosse a coisa mais óbvia do mundo. “Também adoro animais, hehe”, “Awn, que graxinha!”, whatever. Mas tudo mudou quando, nesta bela manhã de domingo, assisti pela nãoseiqualnúmero vez o filme “Tarzan” da Disney. Eu ainda tentava correr com os olhos pelas legendas e perdia um monte de finais de frases quando vi Tarzan pela primeira vez, no cinema, no longínquo ano de 1999. Adorei, devo ter comprado todos os “chocolate surpresa” da Nestlé que vinham com cards do fime. Mas hoje, pela primeira vez, pensei o filme e não fiquei só presa nas emoções calculadas (não que eu não tenha me emocionado, quem não morre de raiva do Kerchak e da cara de cu dele pro Tarzan não tem sentimentos, na boa).

Quando o Ândre me contou a história do casal fofo (ha!) de hipopótamos, pensei quão Romeu e Julieta o final deles foi. Ok, com algumas adaptações, é claro. Mas quem não se surpreende com uma história dessas? O amor, um sentimento que julgamos tão “humano”, sendo causa mórtis de um animal “selvagem”. Irônico, não? Aí entra o Tarzan, o “menino da selva” que se mostra muito mais “civilizado” (ha!) do que o inglês Clayton, criado na civilização. Isso sim é irônico, o “homem civilizado” sendo mais animalesco do que o menino criado na selva, junto dos animais. Essa relação “homem da selva (com sentimentos nobres) x homem (civilizado) selvagem” fica óbvia em uma cena incrível (!) em que o Tarzan, protegendo os gorilas (sua família) dos homens (caçadores), aponta uma arma para o Clayton, este diz “seja homem!” e Tarzan responde “não homem como você” e quebra a arma.

clayton

Nos julgamos muito civilizados, muito racionais, muito ishpertos e o que vemos hoje é muita evolução às custas de destruição (da natureza e do próprio homem, dos próprios valores que tanto gostamos de chamar “humanos”). Pode soar clichê, mas é assim que penso. A história da Fofinha, hipopótama que morreu pseudo-literalmente de amor, choca tanto porque vemos nela algo que não vemos no ser humano. Não sou nenhuma ativista sem noção do PETA, não vou jogar tinta vermelha no seu casaco de pele ou pedir pros Pet Shop Boy trocarem de nome, mas confesso que às vezes prefiro os animais aos humanos. Diz se de vez em quando, assistindo a jornais pela TV ou lendo notícias pela internet, não dá uma vontadezinha de fazer que nem a Jane e o professor Porter e levar o fugere urbem a sério?

P.S.: Quem ficar meio sem entender por não lembrar do filme e quiser relembrar a infância, achei um site que conta toda a história. Se não se importar do site ser meio brega, clique aqui e volte no tempo.
P.S.2: Outra dica que dou é este post sobre os filmes ótimos do ano de 1999.

In memorian

fofão, RIP.

fofão, RIP.

Há alguns belos quarenta e um dias, Fofão, o macho alfa do grupo de hipopótamos do zoológico de Goiânia, faleceu. Ele era um membro quase honorário daquele lugar. Atração principal de circo, sabe? Então, esse era o Fofão. E olha que eu não deveria ter nenhum sentimento por esse hipopótamo, pois ele foi levado pra minha sala de anatomia (faço veterinária) e ficou exalando o seu belo cheiro por lá durante alguns dias INTERMINÁVEIS.

O que tem de estranho nisso? Um hipopótamo nasceu, cresceu, reproduziu e morreu. Seguiu o curso natural da vida. Só nos resta sentir saudades (aos que gostavam dele, claro).  Apenas um detalhe curioso torna essa história bacana e diferente…

“O hipopótamo fêmea conhecido como Fofinha morreu em Goiânia, nesta quinta-feira (23), pouco mais de um mês após perder seu companheiro, o hipopótamo Fofão. De acordo com o veterinário Raphael Cupertino, diretor do Parque Zoológico de Goiânia , o animal estava no zoológico há 27 anos e estima-se que ele tivesse 30 anos de idade. Cupertino afirma que Fofinha deixou de comer depois da morte de Fofão. Além disso, exames detectaram um tumor na mama do animal e um edema pulmonar. O hipopótamo foi doado para a Universidade Católica de Goiás, onde será empalhado. O esqueleto de Fofão, que morreu há 40 dias, ficará exposto no próprio zoológico.”

Essa é uma matéria do jornal “O Popular” que fala sobre a morte de Fofinha, companheira de Fofão. Eles estavam juntos há muito tempo, e construiram uma família grande e bonita no zoo, deixando até netinhos por lá. Depois que o seu homem morreu, a hipopótinha, entrou em uma depressão mui profunda. Ela se isolou do grupo, não comia, não respondia aos carinhos do seu tratador, não fazia nada. Ela estava de luto, tadenha. O seu companheiro da vida toda, pai dos seus filhos e amor da sua life, tinha morrido.

O que me choca é o fato de ainda me perguntarem porque eu faço veterinária. Véi, bicho é a coisa mais linda do mundo.  Olha isso, fih. Um morreu de depressão porque o seu companheiro morreu. Ela morreu pseudo-literalmente de amor. Como não ficar impressionado com uma coisa dessas? E não são só os hipopótamos, existem outros animais que demonstram amor e respeitos que são dignos da nossa submissão. Eles demonstram lealdade uns com os outros. Não todos, claro.

Enfim, eu estou aqui pra expressar o meu amor infinito pelos animais (com exceção dos gatos) e o meu respeito por eles. Apesar de não terem um raciocínio tão desenvolvido quanto o do humanos, eles tem um lado sentimental muito FODA. Isso que me encanta neles. Beijos, Bial.

(Eu não sei de quem é dia de que e não tô ligando muito. Gente, hoje é minha primeira vez. então sejam carinhosos e compreensivos, beijos.)

Nós, mulheres, bom.. não somos homens (a maioria de nós, at least. E entenda como quiser). Portanto, não temos um pênis. Não fomos agraciadas com uma banana, com um Jr,  um amigão. Ao contrário, temos aqui nossa amiguinha, discreta e muito pouco, hm, movível. Ter cromossomos XX tem lá suas vantagens, mas fazer xixi NÃO é uma delas. Ok, povo. Vamos lá.

Situação número 1: O Banheiro de Rodoviária.

Que atire a primeira pedra quem nunca virou profissinal de circo pra fazer xixi naquele banheiro agradável de rodoviária (ou qualquer local equivalente)! No chão, uma mistura cinza de xixi, água daquela pia que quebrou e não para de vazar, e pisadas de todos os lugares que você prefere não imaginar. É claro que você enrolou horas, mas chegou a hora de encarar mais esse momento vo morrer da sua vida e ir adiante. É claro também que o papel higiênico acabou (e é claro que você vai pisar em algum papel usado do lixo que já transbordou) e que o cheiro.. putz, quero falar do cheiro não. Sabonete é um sonho distante, mas você acaba não se importanto muito. Seus pulmões te empurram pra fora de lá o mais rápido possível, questão de sobrevivência.  (Esses dias, aliás, descobri que pro banheiro masculino não feder tanto, eles colocam baldes de gelo e limão. Agora diz, como que não tendo que fazer contorcionismo nenhum, CONSEGUE FAZER TANTA NOJEIRA?)

Situação número 2: O banheiro do Bar.

Essa modalidade de banheiro, à princípio, pode não parecer nada demais, mas tem um agravante. O àlcool. Se você, que nem eu, tem a bexiga do tamanho de um amendoin, pra cada latinha de cerveja que entra, duas levas de xixi saem, sem exageros. Qualquer dia eu sou internada por desidratação. Acontece que, início da noite, tudo é lindo. Banheiro limpo e você sóbria. A medida que as coisas vão mudando, o álcool caindo na sua corrente sanguínea, acontece a pior combinação que se pode acontecer: xixis demais, equilíbrio de menos. Quem já passou por isso sabe a dor e o sofrimento de se equilibrar vendo dois de tudo enquanto pensa “MAS ISSO NÃO TERMINA NUNCA??”. A esta altura, o banheiro também já não se encontra tão limpo e, não, não tem papel higiênico DE NOVO. Deal with it.

Situação número 3: A falta de banheiro.

Na verdade acho que eu sou a maior vítima disso ai, mas vou falar mesmo assim, usando como exemplo: eu. Ok, então imaginem isso. Você está no meio do mato. Calor e sol que tornam simplesmente impossível ficar sem beber água. De um lado, cerca de 6 peões sujos e sem dentes sedentos por sexo que podem sentir o cheiro de uma mulher há quilômetros. Do outro, uma mata fechada onde, no dia anterior, mataram duas cobras peçonhentas, além do resto da família delas, cupins, aranhas e a bicharada toda. Dentre eles, eu escolho o lado das cobras peçonhentas, é óbvio. Gente, NUNCA VI XIXI MAIS TENSO. Sério. Esses também são daqueles xixis infinitos (já que, como na rodoviária, você enrolou séculos pra criar coragem de ir) e quanto mais demoram, mais rastejos e zumbidos você escuta vindo em sua direção. Tenso.

Eis que, escrevendo esse tremzinho aqui, lembrei de um objeto mágico e absolutamente REVOLUCIONÁRIO que encontrei perambulando por ai.

1237673903_p-mate-03_thumb21

Eis a solução de todos os nossos problemas! Calma, gente. Eu explico. Isso é bascimente, um pênis portátil, mas só pra fazer xixi! E sim, usa desse jeito que você tá pensando mesmo, amiguinha. Tão simples, e tão incrível. Estão salvas as mulheres inconvenientemente apertadas em plena estrada! Está salvo o meu bumbum de picadas e envenenamentos não desejados.

É claro que isso, de forma nenhuma, substitui o prazer de fazer xixi sentada. É um prazer único, depois de passar o dia inteiro se contorcendo por banheiros públicos, sentar no vaso sem medo de ser feliz e relaxar.

Para todas as outras ocasiões, existe o pênis-móvel.

LIBERDADEE!

LIBERDADEE!

E chega ao fim o post mais fedido do Coisa Inútil. :)

zj91yv11Olha, nem sei se é minha vez, mas tô postando. Eu ia continuar o post do Ândre, mas aí eu tava escrevendo e percebi que faltava uma definição (a Matemática Discreta acabando com a minha vida aí, ó).

Bocós: o que nós queremos dizer com isso? Ou melhor, o grande tópico do post será: quem somos nós? *brilha uma luz na minha cabeça e umas gordonas saem do banheiro cantando “óóóó”*

 Não gente, eu odeio essas coisas filosóficas e, como uma pessoa de exatas, vou nos definir de uma maneira lógica e racional (espero). Bocós, sem ser no sentido que todo mundo conhece, são pessoas que veem a bacanicidade na coisas que ninguém vê. Geralmente somos confudidos com anti-sociais, ridiculos, arrogantes, metidos e etc. Até porque você chegar e falar: “iiirl, sou diferente” tem um ar arrogante mesmo.
Mas é isso mesmo. Irl. Nós somos diferentes. Mas não somos únicos. Volta e meia você encontra um povo assim na vida. Mas enfim, nós nos consideramos diferentes por causa de uma série de características peculiares que algumas pessoas até têm, mas a maioria delas simplesmente as reprimem  pra se adaptarem, já que assim você evita vários xingamentos vindo de algumas pessoas invejosas.
Por exemplo. nós temos uma incrível habilidade de distinguir do que as coisas têm cara, ou qual cor é cada dia da semana. Nós estamos sempre por aí discutindo a difícil questão: Terça é azul turquesa ou verde? Pra mim é azul turquesa. Ou então às vezes acontece de alguém estar dando tapinhas num pão de hamburguer e um dos nossos dizer: “Nossa, essa barulho soa como a mão de um velho bondoso.”
Nós também temos vergonha alheia e mil preconceitos. Incrivelmente, eu já encontrei gente que não sabia o que era vergonha alheia (!) e que ainda tentou decifrar o que tinha por trás deste sentimento nosso tão nobre (nobre?). Não vei, para! Sabe quando você vê uma pessoa fazendo algo muito vergonhoso crente que tá a-ba-lan-do. E aí suas bochechas esquentam e você, involuntariamente, solta um “iiiihn”. E te dá uma vontade de ir lá com uma lona e tampar a pessoa e levá-la embora. Isso é vergonha alheia. A parada dos preconceitos eu prefiro nem falar aqui, já que tem gente que ainda acredita que é livre de todo e qualquer preconceito. Oi, não.
Que venha um inútil aqui e discorde, mas somos todos falsos também. O que? Você não é falso? Han! Você abomina gente falsa? Ah, foi mal, mas você também é falso. Todo mundo é. Tipo, se tem uma pessoa mais porca que tudo, que anda com bermuda de folhinhas de maconha e tá em comunidade de torcida organizada de pobre, óbvio que eu odeio aquela pessoa e nem em mil anos eu seria amiga dela. Agora, se ela vem falar comigo, só cumprimentar e tal, pra quê eu vou virar pra ela e dizer: ”Não vei, sai daqui! Você é ridiculo e porco e eu nem gosto de você, saca?” Daí a gente dá uma forçadinha e tal. E isso é até bom porque rende assunto pra depois (adoramos falar mal dos outros).

Poisé, com esse último parágrafo polêmico (?) eu termino meu post. E, lógico, eu não posso nos definir sozinha, então eu quero deixar bem claro que essa é a minha visão de nós. Adios.

Ó, eu quero deixar bem claro que era a vez da júlia de postar aqui, mas ela tá meique ignorando isso, então eu vou agilizar as coisas :D

Pode me chamar de BREGA infantil, mas hoje eu tava assistindo “de repente trinta” ( juro que queria colocar aqui aqueles links bacanas com uma foto do filme, mas eu não consigo. joga no google ae, suas gostosa) d-u-b-l-a-d-o  na Fox quando as “meias-verdades” que são mostradas lá começaram a me incomodar bastante. Pra quem nunca assistiu o filme, vai ai um pequeno resumo : uma menina paga mico na frente das garotas populares do colégio e pede para ter trinta anos.Um pózinho mágico cai em cima dela e …. BUM! Ela tem trinta alegres primaveras.  Ela descobre que era mui maldosa e fodia com a vida de todo mundo. Indo pra parte que interessa, ela também descobre que era infeliz e que sentia falta das coisas infantis que ela tinha na vida como , por exemplo, comer um chiclete lá. Clichê? Yes, I know. Mas é tão verdade que me incomodou, tipos, MUITO.

Eu sei que eu tenho 17 anos e ainda não estou anos luz de distância da minha serelepe infância, mas eu também sei que eu já deixei de fazer coisas que eu queria fazer por ter que assumir compromissos e/ou responsabilidades. Não quero ouvir discurso de pai/tio/avô/professor-de-terceiro-ano falando que a gente tá crescendo, virando adulto, e que, com isso, temos que abrir mão de algumas coisas em prol de um bem maior. Meu cu, beijos.  Se as coisas continuarem seguindo esse padrão – substituir os prazeres inúteis por coisas, teoricamente, mais importantes- vou chegar aos quarenta anos soterrado de responsabilidades e com algumas poucas diversões? Quero brincar mais não. Tô devolvendo os homim!

Uma vez eu li em um blog um post sobre o imediatiso( fazer as coisas na hora) e meio que me tornei adepto. Então, hoje eu peguei o meu belo e útil cartão de crédito, fui ao supermercado e comprei TODAS as gordices que eu vi na minha frente. Comprei milhopã, nutella, marshmellow, batatinha palha, hersheys, aquelas minhoquinhas-dentadurinhas-e-derivados.. enfim, gordices. Comprei uma melancia LINDJA e fiz uma jarra gigante de suco. Sentei na frente da televisão, coloquei o DVD do “rei leão 1″ e fiquei duas horas comendo gordices, tomando suco de melancia, rindo que nem louco e vendo um dos meus filmes preferidos.

Porque nós ignoramos algumas vontades só porque elas nos parecem coisa de criança? Porque uma coisa deve ser substituida só porque ela não tem uma serventia mais concreta? Porque eu tenho que ver um filme ridículo pra lembrar que milhopã e nutella me fazem tão bem? Porque as coisas inúteis são sempre julgadas pelos “ceticozinhos” da sociedade? OK, sem mais “porques”!

Quem me conhece sabe que eu sou meio retardado por natureza. Não. Eu não me envergonho por isso. Eu gosto de sentar em uma grama e rir de uma pessoa que dá um tapa na minha mão do nada, eu gosto de pisar só no preto ou só no branco na rua,  de comer farinha láctea no café da manhã, de tomar nesquick de morango, de tomar banho de chuva, de brincar de pique-esconde ou banco imobiliário. Eu agradeço a dadá por ter me dado amigos tão ou mais ridículos que eu. Amigos que se divertem com nada, mas que representam muito. Ser bocó é um dom. Sério mesmo. Espero nunca esquecer dessas coisas inúteis que fazem do cotidiano, menos cotidiano.

truts

I ain’t fakin’ this

Sabe a frase típica de fim de namoro? Aliás, namoro não, porque namoro não acaba assim, o que acaba assim é “quase namoro”, é quando o seu ficante/step vira pra você e diz “Olha, o problema não é você, sou eu”. Sua vontade é dizer “Eu sei, querido” e sair rebolando pra deixar o cara pensando no erro que acabou de cometer, mas o máximo que você faz é dizer um “tá” baixinho e tropeçar na hora de ir embora. O foda, queridos, é que essa frase sempre deixa espaço pro “yeeeah, right! Até parece que o problema é ele, o problema sou eu e nem isso o maldito consegue dizer”, sendo que nem sempre é assim.

E quando não é namoro? E quando é amizade e sua maior vontade é dizer um sincero “Porra, o problema é você, amigo. Sorry aê”? Não sei se já aconteceu com vocês, mas comigo está acontecendo.

A situação é a seguinte: vocês são amigos, você tem raivinha guardada por uma razão distante e, pra dar uma ajudada boa, a pessoa tem em si reunidos alguns dos defeitos que você mais tem pavor. Durante algum tempo você leva essa situação na boa. Sabe por que? Porque você não é o único nessa situação, você conhece pessoas que têm essa mesma tendência malígna a criticar tal pessoa também. É incrível: está sem assunto? Solta um “Pois é, viu o que fulano(a) falou dia desses?” e, BOOM!, tá todo mundo soltando veneno. A culpa não é sua, poxa, todo mundo pensa igual. Foda é quando, conversando com alguém não tão próximo, você não consegue se conter de tanta vontade de sair falando tudo o que pensa sobre o referido ser. Sabe aquela vontade de comer chocolate quando você passa na frente da Cacau Show e sente o cheiro? Pois é, quando senti o cheiro de gente falando mal, deu aquela água na boca. Se não tivesse sido interrompida por um anjo de dels, teria entregado ali tudo o que tenho a dizer e ficaria como a “amiga falsa”, sendo que falso aqui na equipe do coisainutil é só o Ândre (entreguei!).

O problema é quando a pessoa preza a amizade muito mais do que você. E, don’t get me wrong, não é maldade da sua parte, você tem motivos pra prezar menos. Talvez nem isso, talvez prezem do mesmo tanto, mas você tenha coisas entaladas a dizer e a pessoa não faz nem idéia, o que por algum motivo obscuro só faz piorar a “raiva” que tem. Se a vontade é de “bater uma real” (odeio essa expressão) pra pessoa, vá lá e diga. Pode não ser tão simples – e não é, eu sei disso -, mas é o melhor que tem a fazer, porque uma hora pode ser que a pessoa acabe sabendo do que você fala e acabar soltando a outra célebre frase “fala na cara!” e melhor do que responder “não falei porque você não aguentaria, oras!” é evitar tudo isso e dizer antes que acabe mal na história.

broke up

Postagens Antigas »